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Tecnologia - iPad nacional vai custar R$ 990, diz Abinee

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) estima que o modelo mais simples do iPad fabricado no Brasil poderá custar R$ 990
iPad 2, da Apple
Segundo o ministro Aloizio Mercadante, o iPad 2 começará a ser fabricado no Brasil em novembro
A associação que reúne as empresas de eletrônicos nacionais já sabe o preço do iPad made in Jundiaí. Nesta sexta, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) cravou que o modelo mais barato do tablet feito em São Paulo custará pouco menos de R$ 1 mil. O cálculo que permitiu chegar ao número mágico parece coerente, mas esse preço pode não acontecer na prática.

O raciocínio parte de fato de o iPad mais simples (sem conexão celular e com 16 gigabytes de capacidade) custar, hoje, no Brasil, com todos os tributos recolhidos, R$ 1,4 mil. Se o lobby da Foxconn tiver sucesso em convencer o governo a classificar tablets como computador pessoal, 9% desse preço derreterá. Afinal, nesse cenário o iPad deixaria de recolher PIS e Cofins, medida que já beneficia desktops e notebooks.
Na mesma toada, a Abinee cortou 30% do custo do equipamento levando em conta os benefícios fiscais de não trazer o produto pronto do exterior, mas montá-lo aqui. A redução vem do fato de que o imposto de importação de coponentes e menor que o de produtos prontos. 
Na ponta do lápis, o cálculo faz sentido. Não há garantia, no entanto, que todos os ganhos fiscais sejam revertidos em favor do consumidor. A Apple pode decidir elevar sua margem de lucro, aproveitando para morder um naco da economia gerada pelo alívio tributário.
Há de se levar em conta que o preço-base do exercício matemático refere-se ao iPad 1, que está um pouco mais em conta agora simplesmente porque se tornou um produto ultrapassado. A Apple reduziu seu preço para desovar o estoque no Brasil. Se tivéssemos o iPad 2 à venda no país, ele certamente não custaria R$ 1,4 mil.
O fato é que a Abinee está preocupada com o bilionário investimento chinês no país. Seus associados temem a competição com o gigante asiático e já pediram até audiência com o ministro Mercadante para “expressar sua preocupação”.
Nesta semana, o presidente da associação desandou a criticar o acordo com os chineses. Ao prever um iPad a menos de R$ 1 mil, a Abinee coloca uma carta sob a manga. Afinal, tão logo se confirmem os iPad nacionais por um preço bastante maior que esse, a associação poderá dizer: “Poderiam custar só R$ 1 mil, mas veja como eles são gananciosos!”.
Via - Info Onlinne

iPad - Concorrentes do iPad são autorizados a fabricar tablets com isenção fiscal

Motorola, Samsung e outras quatro empresas terão redução de impostos.
Quinze companhias mostraram interesse na produção de tablets no Brasil.
 Tablet Xoom, da Motorola, chega ao Brasil (Foto: Divulgação)
Seis empresas conseguiram a aprovação do governo federal para fabricarem tablets no Brasil com redução de impostos.
Conforme divulgou o Ministério da Ciência e Tecnologia na terça-feira (28), Samsung, Motorola, Positivo, MXT, Envision e Aiox foram as primeiras companhias a conseguir os benefícios da MP dos Tablets e do Processo Produtivo Básico (PPB) específico para o eletroeletrônico.

A partir de agora, as seis empresas terão redução do PIS/Confins e IPI. A medida provisória, aprovada em maio, incluiu os computadores portáteis do tipo prancheta (tablets) na mesma categoria dos computadores convencionais e notebooks.


O ministério também divulgou na terça-feira (28) que 15 empresas mostraram interesse na produção de tablets no país desde o anúncio da redução de impostos. Segundo a Agência Brasil, até o fim de 2011, a maioria das companhias interessadas na isenção fiscal já deve estar produzindo os aparelhos no país.
40% mais barato
Com a redução dos impostos federais (IPI e PIS/Cofins), somada à queda do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é um tributo estadual, deve haver uma redução de até 40% nos preços dos tablets, segundo previsão do secretário de Políticas de Informática do Ministério de Ciência e Tecnologia, Virgilio Almeida.

Os pedidos de isenção fiscal são analisados pela Secretaria de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, pela Secretaria de Desenvolvimento Produtivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e pelo Ministério da Fazenda.
via - G1

 

 
 
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